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Mostrando postagens de Novembro, 2013

Pegando minhas asas de volta...

Calei-me para os meus erros saindo de várias bocas numa noite de céu nublado. Calei-me ao som da batida do meu coração, agora não mais ansioso, abstraído só. Calei-me não por falta de argumentos, apenas não quero mais retrucar meus erros citando os erros de outra pessoa como se justificassem os meus, embora constantemente façam tal ato comigo, fizeram ontem, fizeram hoje, eu sei que o farão amanhã também.

Não importa, não acredito que um erro justifique outro e mesmo quando meu erro é simplesmente o reflexo de um outro ato, não direi, não preciso disso, apenas digo, errei... Assumo a infantilidade do meu feito, assumo as consequências, pago a conta, pago a língua, pago o tempo (meu tempo), pago caro, acho é pouco e até gosto. Tenho a personalidade um pouco fênix, desfaço em cinzas só para ressurgir de novo do fogo de onde eu pertenço (aquecedor e letal) em carne, ossos e asas. Cicatrizada, criando resistência a cada novo golpe, a cada nova dor.

Tudo que eu sempre quis foi voar, vou co…

Reticente...

Eu fecho as portas, escondo meus traços e me reinvento em um ser que seja mais suportável de ser carregado, superficial e pouco maleável, caminho certo, um voo sem fim, não ter pouso, não deixar que ninguém roube mais do que eu já nem tenho. Não tenho nada à dar e ainda assim, há tanto em mim. Não tenho muito que fazer, mas me desdobro e corro pelas ruas como se não tivesse um grilhão preso aos pés.
Tento firmemente ser uma ciência exata que não exprima mais que uma interpretação, havendo algumas possibilidades, mas certas de encontrar uma solução. Tento ser algo pré-determinados com caminhos possíveis para chegar a um entendimento. Algo que possa ser explicado em apenas um olhar.
Sem sucesso! Escancaram minhas janelas e revelam que na verdade eu sou uma literatura difusa que não pode ser interpretada e compreendida em apenas uma leitura, e que não há um caminho certo para entendimento, talvez nem haja entendimento. Algumas literaturas não podem ser entendidas, apenas sentidas.
Busco…

Entre o "vai passar" e o "passou"...

A minha solidão Tem o tamanho exato das suas mãos Traçando novos caminhos sob minha pele Tem o peso do seu corpo Abandonado ao lado do meu Tem a profundidade do seu olhar Indiscreto e quase perverso Em uma oração silenciosa Um grito mudo no meu coração Despindo o medo que reguei nesses anos Diluindo as paredes que cuidadosamente construí... A minha solidão Ela tem o encaixe preciso dos seus lábios na minha lateral No frio que antecede o calor Da incerteza que se faz tão certa Tem o timbre firme da sua voz Falando entrecortada no escuro: Fica..."