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Mostrando postagens de Abril, 2014

SILÊNCIO!!!

E todas essas vozes que não suporto mais ouvir.

Não fale!

Choveu tanto e fez tanto frio, mas de algum modo eu continuo febril.

Todos esses corredores cheios de vazio me levam sempre pro mesmo lugar.

Sozinha.

Todas as pessoas medíocres das quais eu também faço parte.

No escuro.

Eu tenho meus motivos pra tudo que faço, mas nem sempre sei explicar.

Eu expiro.

E todo o veneno nessas línguas estranhas que são tão conhecidas não me ferem mais.

Não fale!

Todas as vezes que eu relevei agora me afogam.

E todo o silêncio que eu não fiz chama por mim.

Eu vou.

E todo o vazio do qual tive medo me enterra.

E a vida que eu não vive escorre por entre os meus dedos.

Por que distância é um caminho entre a furia e a paz.

Minhas mãos, outra vez vazias, ainda possuem significado.

Embora

Todas essas pessoas que tem fé e acreditam, eu não consigo acreditar.

Dizem que para cada coisa ruim há algo bom, mas eu já não sei esperar...

Contra o verso, controverso.

Pensando bem,
meu problema com você
é meramente semântico e de postura,
a sua linguística
não combina com a minha literatura.

E para ser sincera sobre isso,
eu terei que confessar,
você foi a minha melhor justaposição,
em contra partida você também é
a mais profunda incoesão...


"Quem não chora não mama"

7 anos de idade, eu me lembro que estava sentada na área da casa de uma tia enrolada num cobertor, fazia frio, mas eu insistia em ficar do lado de fora olhando os filhotinhos recém nascidos da cachorra no quintal. A mãe dos cachorros estava distraída comendo sua ração quando os filhotinhos começaram o berreiro, ela largou a comida dela e foi alimentá-los, um deles estava no cantinho do pano longe dos irmãos, a cachorra se deitou entre os que estavam chorando e os alimentou deixando o que estava mais longe lá olhando de "olho comprido" e voltou para sua ração. Perguntei para minha tia por que a cachorra não foi até o que estava quietinho, ele parecia com fome também, ela me olhou com ar de reprovação e me respondeu com uma das frases que mais marcaram a minha infância, curta e grossa, "minha filha, quem não chora não mama", simples assim. Quando minha tia se virou e foi para dentro peguei o filhotinho que não tinha chorado e levei ele para cachorra dar de mamar qua…