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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

Manifesto ao choro

Desculpa a falta de jeito, desculpa se não achei graça da piada da noite, nem me juntei ao coro de risos que atravessou a cidade brilhando néon, não combinando com meu pijama cinza.
Perdão se me resguardei o direito de abrir uma ou duas garrafas de vinho sozinha e derramei uma lágrima ou duas (talvez um pouco mais). E sim, foi por uma pessoa específica.
Foi por mim, pelo meu direito de ser triste quando estou triste, meu direito de ser mau humorada, meu direito de fechar a cara, de odiar quem me fere, de me recusar a continuar ser ferida.
Foi por mim, pela minha estrutura nervosa que cedeu a emoção de uma junção de momentos que me derrubaram como num efeito dominó. Foi pelo tempo que eu sei que vou precisar gastar pra por tudo de volta no lugar, pela percepção de que algumas peças se quebraram e eu vou ter que conviver com elas assim ou jogar fora e conviver com o espaço vazio.
A percepção de que algumas coisas você precisa engolir se não elas engolem você.

A percepção da dor alhe…