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Mostrando postagens de Junho, 2016

Eu que não falo de amor

Não percebemos o amor quando amanhece e  os olhos se abrem com um beijo de bom dia.
Não percebemos o amor no almoço aos risos do programa de domingo na TV.
Não percebemos o amor na força de uma tarde ensolarada de mãos dadas.
Não percebemos o amor numa noite à meia luz, pele a pele e nada mais.
Percebemos o amor na frieza de uma semana inteira de silêncios que não sabem se abraçar.
Percebemos o amor quando o perdão se torna sentido e sincero.
Percebemos o amor nas cartas que são escritas nos olhos que transbordam palavras não ditas.
Percebemos o amor no cuidado que se preocupa com o frio que o outro passa, vontade de esquentar.
Percebemos o amor quando os medos mudam de prioridade e as dores do passado já não ferem mais.
Percebemos o amor quando a porta permanece aberta não importando se faz 0° lá fora.
Percebemos o amor no orgulho engolido pra chegar um pouco mais perto.
Percebemos o amor quando o lugar que nos sentimos em casa não é construído de tijolos, mas de braços que não são …

"A gente que ia buscar o dia"

Aos 5 anos de idade eu tive o meu primeiro livro favorito, foi na verdade o primeiro livro que eu li sozinha, sem ninguém me ajudar ou ler pra mim. Naquela época eu fui à primeira aluna da sala a aprender a ler por pura teimosia, logo eu que no primeiro dia de aula não queria ficar na sala de jeito nenhum, minha mãe teve que ficar até a hora do recreio lá porque até então eu estava decidida que não queria saber daquela criançada chorando e puxando os cabelos umas das outras. Só que no recreio minha mãe passou comigo pela biblioteca e aquela sala me ganhou, falei que eu ia ficar só porque eu gostava da sala cheia de livros, que ela podia ir.
O motivo deu querer voltar para casa era muito simples, era uma pequena mesinha que tinha na sala com os livros da minha irmã, e nas tardes, quando ela ia para aula e minha mãe cuidar da casa eu finalmente podia colocar minhas mãos nos livros. E o motivo deu ter resolvido ficar na escola foi porque aquela sala tinha muito mais livros que na mesin…

Quem somos nós?

Eu não sei! Não descobri, depois de meses tentando encontrar o meu próprio lugar de volta ao meu mundo, eu desisti, aquele mundo que eu quis voltar não existe mais (aquele quando eu era um único nó, simples). Agora, pensando ainda um pouco mais eu acho que eu realmente nunca soube quem somos nós, mesmo quando tentei me convencer da exatidão das posições e por mais que as palavras ditas tentassem soar tão certas, dentro de mim aquela luz vermelha sempre soube... De alguma forma minhas inseguranças sempre precisaram se firmar em verde tentando ofuscar a mudança de sinais, mas hoje não, hoje eu sou todo carmim (composto). E nós, somos um emaranhado de nós que não tivemos paciência pra desatar para saber o que esse nós significava.