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Mostrando postagens de Agosto, 2016

Carta ao meu eu de 30 anos

Olá, tudo bem? Espero que você esteja bem, realmente bem, não daquele tipo que a gente só diz que está bem para evitar explicar os porquês (aliás espero que você tenha aprendido a usar eles melhor).
Aqui do passado eu confesso que estou mandando minhas melhores energias pros seus 30 anos, os 24 não foram fáceis e os 25 definitivamente não começaram bem, mas foi importante passar por aquele tipo de coisa que você nunca quis passar, porque era tudo que você precisava.
Espero que as feridas tenham se fechado até aí e que você nunca olhe pras suas cicatrizes com arrependimentos, você as ganhou porque se abriu e permitiu sentir como há muito tempo não fazia. E eu realmente espero que você aprenda a fazer isso de novo, porque agora você está entrando naquela anestesia de sentimento que você conhece muito bem. Você não está sentindo nada.
Tenho algumas instruções importantes pro caso de alguém tentar te fazer esquecer de quem você é (sua memória que sempre foi tão boa tem te deixado muito n…

Alice in NEVERLAND

Ela rodou a cidade em cada noite do inverno de 2009, sentou com os bêbados e desesperançados, conheceu histórias e dores de estranhos e amenizou com os mais inesperados abraços as suas próprias. Ela não voltou antes do dia amanhecer. Ela tocou o fogo que jurou nunca por às mãos, se permitiu quebrar as regras e os outros por estar quebrada. Ela se acostumou á saudade corroendo tudo que era bom com o tempo. Ela procurou inutilmente não ser aquela que sempre precisa ir embora. Ela cobrou por erros que não foram cometidos por quem ela cobrou. Ela cobrou caro. Ela choveu em plena seca em calçadas que nunca quis pisar, sentiu os pés cederem atrás de cada dose de entendimento. Parte dela nunca mais voltou... Ela se perdeu por inteiro por não saber ser metade...